Sobre o Sessão de Quinta

Recifense, publicitária e teimosa (também conhecida como leonina). Sou fã de música, filmes e séries, e meu humor é um mix de quebrado com sarcástico, tipo aquele que nem todo mundo entende, mas eu insisto. Escrevo coisas que, sinceramente, nem sei pra quem, mas a minha ex-ex terapeuta achou que seria uma boa ideia. Então, aqui estamos.
O Sessão de Quinta nasceu depois que eu comecei a fazer terapia. Sempre tive dificuldade pra falar sobre mim e dar nome aos sentimentos, às dores, ao que apertava no peito. Por ser controladora, eu me blindava. Evitava dizer, mostrar, sentir abertamente. Achava que falar doía mais do que calar.
Foi então que minha analista, numa tentativa generosa de furar essa armadura, me deu uma tarefa de casa: ver filmes e séries. A proposta era simples, usar a ficção pra acessar a realidade. E funcionou anos depois. Mas acho que funcionou. Cada interpretação dos personagem, a paleta de cores (minha fixação) os enquadramentos, cada silêncio na tela me ajudava a encontrar pedaços meus que eu escondia até de mim.
Antes disso, eu já era apaixonada por cinema. Mas a terapia me levou a outros lugares. Lugares íntimos, profundos, às vezes sombrios, mas sempre reveladores. Passei a enxergar os filmes como espelhos tortos, daqueles que deformam, sim, mas também escancaram verdades que a gente preferia evitar.
O nome Sessão de Quinta vem desse jogo de sentidos: a terapia que era às quintas, os filmes que me cutucavam mesmo quando pareciam “de quinta”, e a ideia de que toda sessão — seja no divã ou na frente da tela — pode ser um convite pra mergulhar em si.
Aqui, a conversa gira em torno de filmes, séries e aquelas reflexões que só aparecem às 03h da manhã.
No fundo, é só um jeito de tentar dizer o que engasga, com a voz emprestada de quem já sentiu por nós — na ficção.

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Navegando pelo intricado tecido da vida, escolhas desdobram caminhos para o extraordinário, exigindo criatividade, curiosidade e coragem para uma jornada verdadeiramente gratificante.